Fundos ativos têm dificuldade para bater seus benchmarks no Brasil, aponta S&P

Os fundos mútuos de gestão ativa no Brasil tiveram dificuldade em superar seus benchmarks em 2016, de acordo com o estudo SPIVA publicado pela S&P Dow Jones Índices, que compara a performance destes produtos com seus respectivos benchmarks. No ano passado, somente 18% dos fundos ativos de renda variável tiveram desempenho superior ao S&P Brazil BMI, no período de doze meses. Em 2015, 57% dos fundos ativos haviam superado o benchmark.

Os gestores ativos que tiveram melhor resultado no ano passado foram aqueles que se concentraram em empresas menores, apresentando melhora com relação ao ano anterior. Em 2016, 30% dos gestores tiveram performance acima do S&P Brazil Mid Small Cap em doze meses. Em 2015, foram 20%. Apenas 2% dos gestores ativos de fundos large-cap tiveram melhores resultados do que seu benchmark, o S&P Brazil Large Cap, em 2016.

Na renda fixa, apenas 8% dos fundos de dívida corporativa conseguiram superar o benchmark no intervalo de um ano em 2016. No ano anterior, 79% havia conseguido superar o Anbima Debentures Index (IDA). A capacidade de ultrapassar o benchmark diminuiu nos períodos mais longos. O desempenho superior dos gestores foi de 5% no período de três anos e de 2% no intervalo de cinco anos. Cerca de 77% dos gestores de fundos de dívida pública no Brasil apresentaram um desempenho inferior ao seu benchmark em 2016 e a cifra aumentou a 82% no período de cinco anos.

A notícia foi publicada no site Investidor Institucional

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