Histórico

A história da ANCORD remonta aos anos 70, quando o Conselho de Administração da Bolsa de Valores de São Paulo decidiu apoiar a fundação de uma entidade de classe voltada à defesa dos interesses legítimos de seus associados. Desta forma, congregando as corretoras da Bolsa de Valores de São Paulo e de Santos, foi fundada a ASCESP – Associação das Sociedades Corretoras e Câmbio do Estado de São Paulo em 28 de agosto de 1972.

Uma década depois, a associação adquiriu o status de entidade de âmbito nacional em 28 de fevereiro de 1982, quando sua denominação social foi alterada para ANCOR – Associação Nacional das Corretoras de Valores.

Em 1989, a qualidade na prestação de serviços de formação e aprimoramento profissional e a necessidade de representação das corretoras de mercadorias levaram o então Conselho de Administração a aprovar mudanças no estatuto da associação, admitindo tais empresas e incorporando o CITEC (Centro de Instrução Técnica da BOVESPA). Desta forma, passou a denominar-se simplesmente ANCOR – Associação Nacional das Corretoras.

Em 1992, foi acrescentada ao nome da associação a expressão “Valores, Câmbio e Mercadorias” com o objetivo de melhor identificar a classe.

Em 1996, foi elaborado e aprovado o Código de Ética do Corretor de Valores, abordando os padrões éticos e as regras de conduta nas operações realizadas pelas corretoras.

Em 2001, a associação reforçou seus esforços em projetos para valorizar e ampliar o escopo das atividades das corretoras. Assim, apresentou aos órgãos reguladores proposta para a revisão das normas de Agente Autônomo de Investimento, que foram regulamentadas através da Resolução CMN 2.838 e das Instruções CVM 355 e CVM 434 (a qual foi revogada posteriormente pela Instrução CVM 497). Em razão destes dispositivos, a CVM – Comissão de Valores Mobiliários concedeu autorização à ANCOR para organizar e realizar, em conjunto com a Fundação Carlos Chagas, os exames de certificação para a atividade, sendo que o primeiro deles aconteceu em março de 2002.

Em 2004, novas mudanças nos estatutos permitiram a adesão, no quadro de associados, de empresas com atividades de distribuição e mediação de títulos e valores mobiliários e de Agentes Autônomos de Investimento.

Em 2007, foi aprovada nova reforma nos Estatutos Sociais através da qual os bancos de câmbio poderiam se tornar associados. Nesse ano, também foi criada a função do Diretor-Superintendente e o Conselho de Autorregulação.

Em 2008, a ANCOR firmou convênio para oferecer às corretoras a central de ouvidoria ANCOR-Uranet, contando com linhas 0800. Com o processo de desmutualização, fusão e IPO das Bolsas, o perfil das corretoras mudou e a ANCOR preparou reforma de sua infraestrutura para atender os associados.

Em março de 2011, a associação teve sua denominação social alterada para ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias) após incorporar a Adeval (Associação das Empresas Distribuidoras de Valores), instituição fundada em 1965.

Em 2012, a CVM outorgou à ANCORD o exercício da atividade como Entidade Credenciadora e Autorreguladora dos Agentes Autônomos de Investimento (AAIs). Esta conquista foi um marco divisor de águas em sua história e contribuiu de forma decisiva para a consolidação da associação, ao mesmo tempo em que trouxe maior agilidade nos processos de credenciamento e no atendimento dos AAIs.

Em janeiro de 2016, a ANCORD contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV), que passou a realizar os Exames de Certificação para Agentes Autônomos de Investimento e Profissionais de Instituições dos Mercados Financeiro e de Capitais. Desta forma, houve ganhos em termos de capilaridade (centros de testes em mais de 150 localidades no Brasil) e flexibilidade (o candidato passou a contar com a opção de escolher o dia, horário e local mais convenientes para fazer a prova online).

Em fevereiro de 2016, a legitimidade da atuação da ANCORD como entidade credenciadora dos Agentes Autônomos de Investimento foi questionada em uma ação civil proposta pelo Ministério Público Federal de São Paulo, sob o argumento de que estaria atuando com base numa delegação de poderes transferidos pela CVM.

Por entender que sua atuação como credenciadora bem como autorreguladora estava de acordo com a norma legal, a ANCORD iniciou sua defesa junto à Justiça. Porém, em maio de 2016, a ANCORD interrompeu temporariamente as atividades relacionadas aos Exames de Certificação, Credenciamento, Supervisão e Fiscalização de AAI, cumprindo uma liminar concedida pelo MM Juízo da 24ª Vara Federal.

Na ocasião, a ANCORD apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal, visando revogar a decisão judicial, conseguindo retomar, em julho de 2016, as atividades relacionadas aos exames de certificação e ao credenciamento de AAIs. A associação prosseguiu com sua defesa na ação judicial em curso para que fosse reconhecida a legalidade de sua atuação como autorreguladora dos AAI. Porém, sem uma previsão de prazo para o resultado, a ANCORD optou por abrir mão das atividades de supervisão e autorregulação, mantendo as relacionadas aos exames de certificação e credenciamento.

Ao longo desses anos, a ANCORD tem promovido o desenvolvimento das atividades de seus associados, representando e defendendo os interesses do setor de intermediação junto ao governo, órgãos reguladores e autorreguladores, Bolsa e outras associações, além de exercer papel protagonista na evolução dos mercados financeiro e de capitais no Brasil.